Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes, juntos de outono,
de água, de quadris, até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.
Pablo Neruda
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2 comentários:
acredito que a vida se faz ainda mais bela quando encontramos pessoas sensíveis ao ponto de emocionar ao redor como "in tempus vernum" parabéns...
visite-me: www.casadeespuma.blogspot.com
abraços,
valmir
Que espaço bacana. Visitei seu outro blog, me encantei, e aqui estou, provando um pouco da poética existencial de tantos escritores especiais...
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